A esperança
A esperança é uma estrela
De tão longínqua distância.
Que por mais que o homem queira
Ninguém jamais a alcança.
Eu sou a vida
Eu sou a vida
Empunhando a bandeira da esperança
Sobrevivo na sabedoria dos idosos
E renasço num sorriso de criança
Eu sou a vida
Não mato a morte somente por vingança
Pois quero que ela fique bem velhinha
E tenha fim sua fatídica matança
Conselhos
Conheci um velho sábio que me disse,
Assim que me viu triste e aborrecida:
As rugas do teu rosto, minha filha!
Não são velhice.
São vida!
Para que saibas
Se eu te quero hoje
Não é por tudo que tens.
Se eu te quis ontem
Era pelo nada que tinhas.
Melodias
Onde quer que eu vá
Há sempre melodias, eu as ouço
No gorjeio dos pássaros;
No agito das folhas;
No zumbido dos insetos;
No rumor das águas;
No alarido da cidade.
E eu? Eu vou sempre a cantar
Mas quando ouço sua voz,
eu me calo!
Anália Martins Meneghetti
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