A esperança
A esperança é uma estrela
De tão longínqua distância.
Que por mais que o homem queira
Ninguém jamais a alcança.
Eu sou a vida
Eu sou a vida
Empunhando a bandeira da esperança
Sobrevivo na sabedoria dos idosos
E renasço num sorriso de criança
Eu sou a vida
Não mato a morte somente por vingança
Pois quero que ela fique bem velhinha
E tenha fim sua fatídica matança
Conselhos
Conheci um velho sábio que me disse,
Assim que me viu triste e aborrecida:
As rugas do teu rosto, minha filha!
Não são velhice.
São vida!
Para que saibas
Se eu te quero hoje
Não é por tudo que tens.
Se eu te quis ontem
Era pelo nada que tinhas.
Melodias
Onde quer que eu vá
Há sempre melodias, eu as ouço
No gorjeio dos pássaros;
No agito das folhas;
No zumbido dos insetos;
No rumor das águas;
No alarido da cidade.
E eu? Eu vou sempre a cantar
Mas quando ouço sua voz,
eu me calo!
Anália Martins Meneghetti
quarta-feira, 28 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Saudade de Anália
Anália Martins Meneghetti (in memorian) nasceu em Taciba, SP, em 26/09/1933 e repousou nos braços de Deus em Londrina, PR, dia 08 de janeiro de 2011 na Santa Casa de Londrina, o mesmo hospital onde deu a luz a quatro filhos: Maria Cristina Meneghetti, Maria Angélica Meneghetti Koslovisky (in memorian), Rita de Cássia Meneghetti Ribas e eu, Ângelo César Meneghetti.
SAUDADE
Sentimento oculto
Amor inesquecido
Única recordação
Daqueles tempos
Antigos
Desses, onde o amor permanece
Eternamente
Anália Martins Meneghetti
Fé
"Para falar com Deus
Não me dirijo a templos
Vou direto ao céu".
Comparação
Meu coração,
Se comparado
è a sua cuia de chimarrão.
No tamanho,
No formato,
Na quentura,
E que você traz sempre à mão
Mas, por dentro?
Quanta amargura!!!
Advertência
Não me venham senhores
Bem nutridos e corados
Com sorrisos amarelos de desculpas.
Alegando que a nação é jovem e forte.
Jovem ela é, e forte ela seria
Se não tivesse que sorrir ante a ironia
Do passar fome, do desemprego
Da opressão e da miséria.
A exibir sorrisos amarelos
Mas, de dentes podres.
Donde por certo exalarão odores
Do hálito fétido da morte!
Questionando a Justiça
A justiça é cega?
A justiça é cega, porque os homens a cegaram
Para que pudessem viver impunemente
Pelos crimes que praticaram ou que praticam
Contra nós, as mulheres, naturalmente.
Mas nós não nos daremos por vencidas;
Mais do que nunca estaremos unidas,
Não vamos deixá-la cega eternamente
Com medicina tão adiantada e competente.
Tudo faremos para sua venda seja retirada
Devagarinho... Assim como quem nada quer
Quem sabe, se ela, tendo a visão recuperada.
Se sinta prestigiada, que até possa intervir e requerer
Essa questão por nós tão almejada:
Que são - Os Direitos de Igualdade da Mulher
Ângelo Meneghetti e Anália Martins Meneghetti
Homenagem a minha Mãezinha Querida
Epitáfio
Anália M Meneghetti
Quando eu jazer no cemitério antigo da cidade.
Vencida por essa batalha sem vitória
Pudesse ainda do meu jazigo pela eternidade
Aspirar o perfume sutil de magnólia.
Velhice
A velhice não deve ser temida
é sábio saber envelhecer
ser velho é sinal de longa vida.
Que devemos à Deus agradecer.
Luz
Quando necessito de luz
Não acendo velas.
Apenas ilumino meu sorriso
Ponho brilho nos meus olhos
E calor na minha alma.
E fico resplandecente.
Morte
Mandatária divina que recebe a
Ordem suprema: -Vá...
Retirai de alguém a vida. E num repente
Trazei-a à Mim de volta. Pois
Esta,- a vida -, Me pertence.
Vida
Vivificação do corpo por um tempo
Indefinido.
Dele cuidai como se fora um templo
Agradecido à Deus por ter nascido.
Poesia
Poder de extravasar
Os sentimentos da alma
Em versos, mas...
Somente os puros e belos
Infelizmente. Porque,
A quem possa interessar nossas desgraças?
Anália M Meneghetti
Quando eu jazer no cemitério antigo da cidade.
Vencida por essa batalha sem vitória
Pudesse ainda do meu jazigo pela eternidade
Aspirar o perfume sutil de magnólia.
Velhice
A velhice não deve ser temida
é sábio saber envelhecer
ser velho é sinal de longa vida.
Que devemos à Deus agradecer.
Luz
Quando necessito de luz
Não acendo velas.
Apenas ilumino meu sorriso
Ponho brilho nos meus olhos
E calor na minha alma.
E fico resplandecente.
Morte
Mandatária divina que recebe a
Ordem suprema: -Vá...
Retirai de alguém a vida. E num repente
Trazei-a à Mim de volta. Pois
Esta,- a vida -, Me pertence.
Vida
Vivificação do corpo por um tempo
Indefinido.
Dele cuidai como se fora um templo
Agradecido à Deus por ter nascido.
Poesia
Poder de extravasar
Os sentimentos da alma
Em versos, mas...
Somente os puros e belos
Infelizmente. Porque,
A quem possa interessar nossas desgraças?
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